O limite da interpretação
Toda leitura busca produzir sentido.
Organizar.
Nomear.
Explicar.
Mas existe um ponto em que aquilo que é interpretado começa a exceder a própria interpretação.
Nem tudo cabe na leitura que tenta contê-lo.
O excesso
Nenhum sujeito existe apenas naquilo que é percebido.
Sempre há algo que escapa.
Algo que permanece fora das categorias disponíveis.
Algo que resiste à organização completa.
Esse excesso não surge como exceção.
Ele faz parte da própria condição da experiência humana.
O desencontro
Quanto mais uma leitura tenta se apresentar como definitiva, maior tende a ser a distância entre aquilo que é lido e aquilo que permanece existindo para além da leitura.
Não porque a interpretação esteja necessariamente errada.
Mas porque toda interpretação possui limites.
A fratura
A fratura aparece quando esses limites deixam de ser invisíveis.
Quando a leitura já não consegue sustentar a impressão de totalidade.
Quando
